Polarização da luz

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A polarização da luz mostra o seu caracter ondulatório. Alguns cristais têm a propriedade de polarizar a luz: só deixam passar a parte da onda que oscila num determinado plano. A luz que atravessa um filtro polarizador oscila num único plano.

Se colocarmos um segundo filtro polarizador a seguir ao primeiro, e os planos de polarização dos dois filtros coincidirem, a luz atravessará os dois filtros, ficando polarizada nesse plano. Mas se os planos dos dois filtros forem perpendiculares, nenhuma parte da luz polarizada pelo primeiro filtro conseguirá passar através do segundo (não se conseguirá ver nenhuma imagem através dos filtros).

A luz também é polarizada quando é reflectida numa superfície. Se observamos a luz reflectida numa superfície através de um filtro polarizador, o reflexo desaparecerá se o plano de polarização do filtro for perpendicular à superfície reflectora. Os cristais líquidos podem mudar o seu eixo de polarização quando por eles circula corrente eléctrica. Esse é o princípio usado nos ecrans de calculadoras e de telemóveis.

A polarização da luz explica-se facilmente admitindo que a luz é uma onda transversal (oscila em planos perpendiculares à direcção de propagação).

Mas na época de Newton e Huygens, esse argumento foi usado de facto contra a teoria ondulatória. Segundo Huygens, a luz era uma onda que se propagava num meio (o hipotético éter) em forma análoga ao som que se propaga no ar. Mas uma onda que se propague num meio, em forma análoga ao som no ar, deverá ser uma onda longitudinal (oscila no sentido da propagação) e não uma onda transversal. Concluia assim Newton que a teoria de Huygens não podia ser válida.